terça-feira, 3 de maio de 2011

Morrighan


Bom, esse mês vou postar algo sobre Deusas, nesse caso as que mais estimo, e as que tenho em meu culto pessoal, em homenagem ao culto social do dia das mães, que ocorre esse ano no dia 08.05.2011, espero plantar sementes de curiosidade em suas mentes e que esse conhecimento seja recíproco.
Apesar de ter feito o post anterior sobre as Erínias que por sinal adoro, considero o meu ponto de partida essa deusa que faz parte do meu culto pessoal e eterno que é Morrighan ou Morrigu, vocês descobriram abaixo o por que dela ser tão encantadora e o por que de sua energia ser tão poderosa, pois acredito que todas as mulheres deveriam ter um pouco dela dentro de si. Hail Morrighan.






Morrigan, Badb e Macha (facetas da Deusa da batalha).


Morrigan ou Morrigu, Macha e Badb formam a triplicidade conhecida como as "MORRIGHANS", as FÚRIAS da guerra na mitologia irlandesa.

Morrigan, como todas as deidades celtas está associada as forças da Natureza, ao poder sagrado da terra, o Grande Útero de onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade e a criação da terra possam renovar-se.

É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma de um corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heróico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um novo ciclo.

Compreender a morte no ponto de vista celta nos faz recusar o fato de muitos autores associarem Morríghan ao aspecto Anciã. A morte é um inicio de um novo ciclo, a entrada num novo mundo, e não somente o fim. Os Celtas não tinham esta nossa moderna visão negativa da morte. Portanto antes de Anciã, Morríghan Donzela é.

Durante a Primeira Batalha de Moytura, Morríghan, Macha e Badb, "As filhas de Ernmas", atacam os Fir Bolg com "banhos de magia e nuvens tempestuosas e névoa, e poderosas chuvas de fogo, e uma jato de sangue derramado do ar sobre as cabeças dos guerreiros inimigos", uma descrição perfeita do que se pode esperar de deusas celtas da guerra em ação. Ao assistir a fúria com que a guerra era travada, o bardo dos Fir Bolg diz que Badb, que significa corvo "ficará grata" pelos "corpos perfurados" deixados no campo de batalha.

Na véspera da Segunda Batalha de Moytura, também o rei líder dos Tuatha De Danann, Dagda, encontra Morrigan no vau do rio Unshin, lavando as armas ensangüentadas e os cadáveres dos que viriam a tombar no dia seguinte.

A Deusa então dá a Dagda informações sobre o combate, revelando seus dons proféticos. Igualmente, dá provas de coragem e poder quando afirma que ela mesma arrancará o coração do seu inimigo. Em pagamento, Dagda sacia seu apetite sexual, unindo-se a ela ali mesmo, em meio aos cadáveres que morrerão, enfatizando a íntima ligação entre a vida e a morte.

A união entre uma deusa "sombria" com Dagda, deus que traz vida e fartura, é a perfeita imagem do equílibrio - especialmente por ocorrer no entremeio de água e terra (o vau), dia e noite (crepúsculo), ano velho e novo (Samhain). Nesse momento, Morríghan representa a Soberania da terra, e Dagda o legítimo líder que a desposa. Dessa união surge a vitória dos Tuatha Dé Danann.



Morríghan também surge com grande importância na saga do maior heroí irlandes: o guerreiro Cu Chulainn.

Cuchulainn é um herói do "Ciclo de Ulster", uma das mais antigas coleções irlandesas de lendas heróicas. Ele era um mortal, nascido para morrer, separado dos demais por características curiosas e anormais e destinado desde o princípio a um estranho destino.

Como humano, era como os heróis gregos, um Hércules irlandês, filho de um deus da guerra, Lugh do Longo Braço. Os elementos insólitos do aspecto de Cuchulainn era que tinha sete pupilas em cada olho, sete dedos em cada mão e sete dedos em cada pé. Suas bochechas eram pintadas de amarelo, verde, azul e vermelho. Seus cabelos eram escuros na raiz, vermelhos no meio e loiro nas pontas. Seguia carregado de adornos: cem enfiadas de jóias na cabeça e cem broches de ouro no peito. Essa era seu aspecto em tempo de paz e que aparentemente era muito admirado.

Quando era possuído pelo frenesi da guerra, mudava completamente. Girava dentro da sua pele, de modo que seus pés e joelhos ficavam para trás e as pantorrilhas e as nádegas ficavam na frente. Seus compridos cabelos ficavam eriçados e cem cada fio ardia uma faísca de fogo, uma labareda surgia de sua boca e no centro da cabeça brotava um arco de sangue negro. Um olho lhe caía até a altura da bochecha e o outro entrava para dentro do crânio; em sua fonte brilhava "a lua do herói". Seu frenesi era tão grande que tinham que submergi-lo em três tinas de água gelada para que pudessem fazê-lo retornar a sua temperatura normal.

Ainda menino, a força de Cuchulainn era enorme, pois aos sete anos matou o feroz cachorro de Cullan, o Ferreiro. Para expiar sua ação, se ofereceu para tomar o posto do cão e guardar o Ulster. Trocou o nome de batismo de Setanta para Cuchulainn, "Cão de Cullan" e guardou Ulster até sua morte.

Cuchulainn encontra-se pela primeira vez com Morrigu ainda menino, quando caminhava por um campo de batalha para encontrar o rei e seu filho.

A Deusa sobrevoa o campo em forma de corvo e faz troça dele dizendo:

-"Aquele que se sujeita a fantasma, não dará um bom guerreiro".

Cuchulainn por ser tão jovem, não reconhece a Deusa, mas percebe que está recebendo um incitamento à valentia.

O próximo encontro dos dois se dá quando Cuchulainn tenta retardar a chegada do exército da rainha Maeve. Desta vez, Morrigan surge na forma humana, apresentando-se como uma bela e sedutora jovem, dizendo-se apaixonada e disposta a casar com ele e compartilhar toda sua fortuna. Demonstrando obstinação por sua jornada heróica, ele a recusa. Não deixou-se portanto, envolver com a sutil sedução do seu inconsciente, para permanecer no âmbito que lhe era conhecido e familiar. Para Cuchulainn, ele deveria suportar o fardo da solidão. E, muito embora Morrigu continue insistindo, dizendo que poderia ajudá-lo em combate, ele responde:

-"Eu não vim até aqui por causa de um quadril de mulher."

Com essas palavras, traçou seu trágico destino, pois imaginava que seu pior inimigo estava à sua frente e, no entanto, o inimigo estava era dentro dele.

Em uma outra passagem, Cuchulainn, como guardador e protetor de Ulster, observa uma mulher que conduzia uma carroça. Ao seu lado caminha um senhor e uma vaca presa por uma corda. Ao abordá-los, indaga ao homem como conseguiram a vaca. Quem responde é a mulher e ele irritado retruca:

-"Uma mulher não deve responder por um homem."

Volta-se novamente ao homem e pergunta seu nome. A mulher volta a responder por ele e Cuchulainn, totalmente fora de controle salta em cima dela e aponta a lâmina de sua espada para a cabeça da mulher. Nervosa, ela explica que recebera a vaca como presente por ter recitado um belo poema e que recitaria para ele se saísse de cima dela. Cuchulainn ouviu a declamação dos versos e quando se prepara para voltar a atacar a mulher, percebe que a carruagem e a mulher haviam desaparecido e em seu lugar ficou um corvo pousado em um galho que lhe diz que está ali "guardando a sua morte". Dessa vez, têm consciência que é a própria Deusa Morrigan e que ela veio avisá-lo que sua morte é iminente.

Em um combate que se seguiu contra os soldados de Connacht, Cuchulainn foi atrapalhado por diferentes animais: primeiro uma vaca, depois uma enguia, e por fim uma loba. Todos os animais foram feridos com a espada de Cuchulainn, mas na verdade, todos eram Morrigan. Para curar-se das feridas, teve que disfarçar-se de anciã e pedir à Cuchulainn que ordenhasse sua vaca mágica. Ao receber das próprias mãos do herói três bocados do leite da vaca, curou-se de todos os ferimentos.

Antes de uma nova batalha contra os guerreiros de Connacht, Cathbad e Cuchulainn passeavam a margem do rio, quando avistaram a "Lavadeira do Vau", um tipo de mulher-fantasma que freqüenta as margens dos rios e arroios, chorando e lavando as roupas e as armas sujas de sangue, dos guerreiros que morrerão em combate.

Cathbad diz então:

-"Você vê Cuchulainn, a filha de Badb lavando seus restos mortais?" É o prenúncio de sua morte! Entretanto, Morrigan, talvez comovida com o trágico fim de Cuchulainn, desaparece com a carruagem de combate enquanto ele dormia. Mas nada o impedirá de ir de encontro ao seu já traçado destino.

No dia seguinte, no fervor da batalha, Cuchulainn gravemente ferido, amarra-se ao pilar de uma pedra e segue lutando. Quando está próximo da morte, Morrigan aparece pela última vez, agora como um corvo que pousa no ombro do valente herói e depois com um movimento lee salta para o solo, onde jazem as víceras do corpo de Cu Chulainn. Aparentemente inconsciente, ele não reage, até que ao caminhar entre as víceras, o corvo tropeça, arrancando assim um sorriso do morimbundo. Esse sorriso é seu último suspiro.

É sintomático que, em seu último momento juntos, Morríghan e Cu Chulainn tenham agido da mesma forma que sempre agiram, um aparentemente prejudicando o outro, mas na verdade interagindo em nome da força que os unia.

Outra relação muito interessante que leva a Morríghan é a figura da Banshee.

Banshee é um ente fantástico da mitologia celta (Irlanda), que é conhecida como Bean Nighe na mitologia escocesa. O termo origina-se do irlandês arcaico "Ben Síde", pelo irlandês moderno "Bean sídhe" ou "bean sí", significando algo como "fada mulher" (onde Bean significa mulher, e Sidhe, que é a forma possessiva de fada). Os Sídh são entidades oriundas das divindades pré-cristãs gaélicas.

As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto.

Tradicionalmente, quando uma pessoa de uma aldeia irlandesa morria, uma mulher era designada para chorar no funeral, nós usamos a palavra carpideira. Mas, as banshees só podiam lamentar para as cinco maiores famílias irlandesas: os O'Neills, os O'Briens, os O'Connors, os O'Gradys e os Kavanaghs no caso, uma fada era responsável por cada família. Seria o choro da mulher fada. Essas mulheres fadas apareceriam sempre após a morte para chorar no funeral. Conta a lenda que quando um membro de uma dessas famílias morria longe de sua terra, o som da banshee gemendo seria o primeiro aviso da morte.

Também se diz que essas mulheres, chamadas de fadas, seriam fantasmas, talvez o espírito de uma mulher assassinada ou uma mulher que morreu ao nascer. Na Irlanda se acredita que aqueles que possuem o dom da musica e do canto, são protegidos pelos espíritos; um, o Espírito da Vida, que é profecia, cujas pessoas são chamadas “fey” e têm o dom da Visão; o outro, o Espírito da Maldição que revela os segredos da má sorte e da morte, e para essa trágica mensageira o nome é Banshee.

Sejam quais forem suas origens, as banshees aparecem principalmente sob um dos três disfarces: uma jovem, uma senhora ou uma pessoa esfarrapada. Isso representa o aspecto tríplice da deusa Celta da guerra e da morte, chamada Badhbh, Macha and Mor-Rioghain. Ela normalmente usa uma capa com capuz cinza, ou uma roupa esvoaçante ou uma mortalha. Ela também pode surgir como uma lavadeira, e é vista lavando roupas sujas de sangue daqueles que irão morrer. Nesse disfarce ela é conhecida como bean-nighe (a lavadeira). Segundo a mitologia celta, também pode aparecer em forma de uma jovem e bela mulher, ou mesmo de uma velha repugnante. Qualquer que seja a forma, porém, sua face é sempre muito pálida como a morte, e seus cabelos por vezes são negros como a noite ou ruivos como o sol.

O gemido da Banshee é um som especialmente triste que parece o som melancólico do uivo do vento e tem o tom da voz humana além de ser audível a grande distância. Embora nem sempre seja vista, seu gemido é ouvido, usualmente a noite quando alguém está prestes a morrer. Em 1437, se aproximou do rei James I da Escócia, uma vidente ou banshee que profetizou o assassinato do rei por instigação do Conde de Atholl. Esse é um exemplo de banshee em forma humana.

Existem muitos registros de diversas banshees humanas ou profetizas que atendiam às grandes casas da Irlanda e às cortes dos reis locais. Em algumas partes de Leinster, se referem a elas como bean chaointe (carpideira) cujo lamento podia ser tão agudo que quebrava os vidros.

É bom lembrar que a banshee pertence exclusivamente à raça Celta. Ela jamais será ouvida a anunciar a morte de qualquer membro de outras raças que compõem a população irlandesa.

A banshee também pode aparecer de várias outras formas, como um corvo, uma espécie de ratazana, lebre ou doninha – animais associados, na Irlanda à bruxaria.

"Eu sou o começo

Eu sou a extremidade

Eu sou a vida e a morte

Eu sou a guerra e a paz

Eu causo a mudança à vida estática

Eu trago a coragem e a paixão ao coração

Eu inspiro a princesa e o guerreiro

Saiba que eu sou a Deusa Negra."



O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino
Wikipédia





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Erínias


As Erínias (Fúrias para os romanosFuriæ ou Diræ) eram personificações da vingança, semelhantes a Nêmesis. Enquanto Nemesis punia os deuses, as Erínias puniam os mortais. Eram Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) eAlecto (Interminável).

Viviam nas profundezas do submundo, onde torturavam as almas pecadoras julgadas por Hades e Perséfone. Nasceram das gotas do sangue que caíram sobre Gaia quando o deus Urano foi castrado por Cronos. Pavorosas, possuíam asas de morcego e cabelo de serpente.

As Erínias, deusas encarregadas de castigar os crimes, especialmente os delitos de sangue, são também chamadas Eumênides (Εὐμενίδες), que em grego significa as bondosas ou as Benevolentes, eufemismo usado para evitar pronunciar o seu verdadeiro nome, por medo de atrair sobre si a sua cólera. Em Atenas, usava-se como eufemismo a expressão Semnai Theai (σεμναὶ θεαί), ou deusas veneradas.

Na versão de Ésquilo, as Erínias são filhas da deusa Nix, da noite.

Supunha-se elas serem muitas, mas na peça de Ésquilo elas são apenas três, que encarregavam-se da vingança e habitam, segundo as versões, o Érebo ou o Tártaro, o inframundo, onde descansam até que são de novo reclamadas na Terra. Os seus nomes são:

  • Alecto, (Ἀληκτώ, a implacável), eternamente encolerizada. Encarrega-se de castigar os delitos morais como a ira, a cólera, a soberba, etc. Tem um papel muito similar ao da Deusa Nêmesis, com diferença de que esta se ocupa do referente aos deuses, Alecto tem uma dimensão mais "terrena". Alecto é a Erínia que espalha pestes e maldições. Seguia o infractor sem parar, ameaçando-o com fachos acesos, não o deixando dormir em paz.
  • Megaira, que personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme. Castiga principalmente os delitos contra o matrimônio, em especial a infidelidade. É a Erínia que persegue com a maior sanha, fazendo a vítima fugir eternamente.Terceira das fúrias de Ésquilo, grita ininterruptamente nos ouvidos do criminoso, lembrando-lhe das faltas que cometera.
  • Tisífone, a vingadora dos assassinatos (patricídio, fratricídio, homicídio…). É a Erínia que açoita os culpados e enlouquece-os.

As Erínias são divindades ctónicas presentes desde as origens do mundo, e apesar de terem poder sobre os deuses, não estando submetidas à autoridade de Zeus, vivem às margens do Olimpo, graças à rejeição natural que os deuses sentem por elas (e é com pesar que as toleram, pois devem fazê-lo). Por outro lado, os homens têm-lhe pânico, e fogem delas. Esta marginalidade e a sua necessidade de reconhecimento são o que, segundo conta Ésquilo, as Erínias acabam aceitando o veredicto de Atena, passando mesmo por cima da sua inesgotável sede de vingança.

Eram forças primitivas da natureza que actuavam como vingadoras do crime, reclamando com insistência o sangue parental derramado, só se satisfazendo com a morte violenta do homicida.

Porém, posto que o castigo final dos crimes é um poder que não corresponde aos homens (por mais horríveis que sejam), estas três irmãs se encarregavam do castigo dos criminosos, perseguindo-os incansavelmente até mesmo no mundo dos mortos, pois seu campo de acção não tem limites. As Erínias são convocadas pela maldição lançada por alguém que clama vingança. São deusas justas, porém implacáveis, e não se deixam abrandar por sacrifícios nem suplícios de nenhum tipo. Não levam em conta atenuantes e castigam toda ofensa contra a sociedade e a natureza, como por exemplo, o perjúrio, a violação dos rituais de hospitalidade e, sobretudo, os assassinatos e crimes contra a família.

As Erínias são representadas normalmente como mulheres aladas de aspecto terrível, com olhos que escorrem sangue no lugar de lágrimas e madeixas trançadas de serpentes, estando muitas vezes acompanhadas por muitos destes animais.Aparecem sempre empunhando chicotes e tochas acesas, correndo atrás dos infratores dos preceitos morais.

Na Antiguidade, sacrificavam-lhes carneiros negros, assim como libações de nephalia (νηφάλια), ou hidromel.

Existe na Arcadia um lugar em que se atopam dois santuários consagrados às Erínias. Num deles, elas recebem o nome de Maniai (Μανίαι, as que volvem todos). Neste lugar, segundo a lenda relatada por Ésquilo na sua tragédia As Eumênides, perseguem a Orestes pela primeira vez, vestidas de negro. Perto dali, e segundo conta Pausânias, apontava-se outro santuário onde o seu culto associava-se ao das Cárites, deusas do perdão. Neste santuário purificaram a Orestes, vestidas completamente de branco. Orestes, uma vez curado e perdoado, aplicou um sacrifício expiatório às Maniai.

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pedras

Culto das pedras

É certo que não eram adoradas todas as pedras e possivelmente uma pedra não era adorada por si própria, era-o, como referiste, na medida em que era um altar da divindade. Contudo, para os povos primitivos, não havia a mesma distinção entre o altar e a divindade, que haverá para nós. E a pedra escolhida era sempre especial, teria que emitir um determinado padrão vibracional, que não poderia ser alterado.

Mas, se pensarmos bem, talvez seja o mesmo princípio que leva, na tradição popular, a que, antes de a usar, se “acorde” a àgua que se trouxe de uma fonte sagrada e que se guardou num recipiente, em casa. Longe da fonte sagrada, o carácter sagrado dessa água fica inerte, “adormecido”, sendo necessário invocá-lo novamente, ou seja, “acordá-lo”. Por aqui vemos que o carácter sagrado não reside na própria água e que também esta é um veículo do sagrado.

Evolução e conduta

Na minha perspectiva, a realidade é ilusória, esta minha vida não passa de mais uma viagem… E, na minha maneira de ver as coisas, de certa forma tudo é permitido. Mas, temos que ter em atenção que ao entrarmos às cegas num mundo onde tudo é permitido, estamos a glorificar o ego e também o ego é ilusório. Se o ego é sustentado por um mundo ilusório, também ele próprio sofre do mesmo mal. Eu não tenho nenhum problema com isso, aceito que é ilusória a minha personalidade, o meu eu desta vida. Mas, precisamente por serem ilusões, não faz muito sentido valorizá-las. Contudo, não creio que se possa dizer que a realidade última é o vazio. Se o mundo em que vivemos, o mundo material, é uma ilusão, parece-me que isso apenas nos permite concluir que se há uma realidade para lá da ilusão, será uma realidade vazia de matéria, mas não necessariamente vazia em si própria. Por exemplo, o amor e a compaixão são na sua essência realidades vazias de matéria, ou seja, na sua essência não pertencem ao universo da realidade ilusão. E cada vez mais acredito que é a qualidade do meu amor e da minha compaixão que define o meu nível de consciência.

Origem do nome Bruxaria


Daremos primeiramente a origem do nome em sua etimologia, o termo bruxaria é de origem ibérica, embora alguns autores tentem provar que o vocábulo proveio do Latim, o provável é que ele já existia nos dialetos falados na Península Ibérica antes da chegada dos romanos, como foi o caso de bezerro, cama, morro e sarna. “Esta hipótese é reforçada pelo fato de só aparecer nas línguas ibéricas (Português bruxa, Espanhol bruja, Catalão bruixa); se viesse do Latim, deveria também estar presente no Francês (que usa sorcière) e no Italiano (que usa strega), que também pertencem à família das línguas românicas.” (1).

O termo “Tradicional” do latim traditione, língua falada no Lácio (Latium), região central da Itália e a partir do século III a.C. que passou a adquirir uma forma literária, construindo-se aos poucos uma gramática com regras explícitas, cuja consolidação se deu por volta do século I a.C., que é considerado o período clássico do latim.
Portanto o termo tradicional para crença já seria utilizado de forma comum antes mesmo do século I a.C., com isso ressaltamos que o termo traditione nasceu de uma necessidade de expressão, que significa tanto o ato de entregar e transmitir tal como doutrinas, costumes etc., conservados num povo por transmissão de pais para filhos.
Podemos encontrar um leque de opções para representar uma antiga crença ou feitiçaria antiga, dentro do contexto do latim, o mesmo encontraremos na língua inglesa as traduções para os termos witchcraft (feitiçaria), old craft (antiga arte), traditional craft (arte tradicional).

Lembrando que o termo craft (arte) é um termo comum dentro da maçonaria e encontrada até antes da fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra em 1717.

Texto de Asla da Árvore Sagrada...Obrigado Gata

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ai ai...


Hum....os homens são loucos,nunca entendem nossos propósitos, o engraçado é que a maioria deles pensam que sempre estamos loucamente apaixonadas por eles...que loucura é essa ??
estaria apaixonada pelo o que ??
só quero que você me dê o que há de melhor em você...apenas isso...é tão fácil me entender e conviver comigo...me apaixono pelo momento e pela energia que circula no momento da quimica...depois vai continuar sendo depois p/ mim...como diz minha irmã Ágatha que é uma Filha da Lua..." A nada me apego, e nada Rejeito"...(rsrs)...e digo mais...não tenho apego pelo que não presta, então só vamos tratar da parte que me interessa e que julgo interessante, enquanto nos interessar, vamos fazer o seu jogo...ai ai...aprendo muito com essas garotas, elas são babado, e as Anciãns então, problema puro !!! (rsrs).
Segue abaixo trecho que um amigo me mandou...adorei !!!


A mulher de Iansã é cigana,é nômade, pois mora em qualquer lugar. Calunga, floresta, mar, terra, pois está sempre onde dela precisar.
A mulher de Iansã é bruxa, feiticeira, ou fada depende do que ela quer...
A mulher de Iansã é o tempo, pois ela dá, ela tira, ela passa e a folha vira.
A mulher de Iansã é mulher búfalo ,mulher exu ,mulher dengosa, dependendo da tempestade que há enfrentar.
Mulher de Iansã é igual ao bambusal na ventania ,enverga mais não quebra.
A mulher de Iansã, foi feliz , é feliz e será feliz com muitos homens, mais só amou, ama e amará um único homem.


Kisses for all...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tanta falta de mentira...tanta falta do que dizer....

Não sei se o acaso quis brincar

Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O meu caminho com o seu

Eu nem queria mais sofrer
A agonia da paixão
Nem tinha mais o que esquecer
Vivia em paz, na solidão

Mas foi te encontrar
E o futuro chegou como um pressentimento
Meus olhos brilharam, brilharam
No escuro da emoção

Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O seu caminho com o meu

Acaso

Pedro Mariano

Composição: Abel Silva e Ivan Lins

Será ????

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Me perdi...de tanto olhar...


Já andei teu corpo
Me perdi de vista
De tanto olhar
Te decorei
Conheço mais você que eu

Refleti teu rosto
Me perdi na história
De te tocar
Sem sermos nó
Sem sermos só você e eu

Como a deriva e o cais
O sol e o luar
Não consigo te encontrar
Como a guerra e a paz
A timidez e o olhar
No mesmo azul se sou o céu
Você é o mar

Já te fiz meu canto
Minha voz meu guia
Já fui você
Pra entender
Te dou razão por não saber

O quanto te quero
Tudo que espero
Pra ver você
Se resolver
Entre a razão e o querer

Como a deriva e o cais
O sol e o luar
Não consigo te encontrar
Como a guerra e a paz
A timidez e o olhar
No mesmo azul se sou o céu

Você é o mar.

Vânia Abreu - Entre nós


"No Amor jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários."

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
"Fogo nas mãos que ensina e cura. Fogo na Forja que molda e tempera. Fogo na mente que incita e inspira."